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Entrevista com Waldemar Euzébio Pereira

Entrevista concedida à Gabriela Pilati para o site waldemas.com

GP – Você poderia nos dar a sua visão sobre seu novo livro 25 BOLEROS ENTRE SAMBAS?

WEP – Para mim é um livro de poesia (rs)… Que considera a síntese de minhas reflexões, escritas ou não, daquele quarto de século de um relacionamento que parecia sempre carente do dia seguinte para se completar. É uma sensação que ainda percebo, à borda dos 38 anos de convivência.

GP – Então, ele reflete a relação fechada de um casal?

WEP – Sim… e não. Não é bem assim, devido a não ter sido escrito para um tempo fechado. Concebido o propósito como uma homenagem a nós mesmos, reuni o que já havia escrito e produzi um pouco, para cozer um tempo a outro. Por fim, adequações foram necessárias para ressaltar a estrutura de partitura musical ao texto.

GP – Neste caso, 25 Boleros entre Sambas refletiria apenas questões de convivência do casal Waldemar e Maria Regina?

WEP – Não seria pouco, se se dedicasse apenas a esta célula do relacionamento humano. Lembro-me: dentro de uma semente mora uma floresta. Analogicamente, dentro do relacionamento de um casal cabe o relacionamento do mundo. Para mim, o diferencial é exatamente esta reflexão contextualizada, fragmentada. Por se apoiar no suporte poético, se alarga e subverte sentidos, dialogando e sendo enriquecida pelo sensorial coletivo.

GP – Como foi percebida por você a realização de um projeto que se converteu em livro de arte?

WEP – Como abundância de bênçãos. Juliana Ribeiro, gestora do projeto, e Gabriela Pilati, assessora de comunicação do projeto, tomam posse de exemplar único de um bem de família, chamado 25 Boleros Entre Sambas e, de chofre, apresentam-no a mim, destrinchado em mil folhas de um caderno de Projeto da Fundação Cultural do Município de Belo Horizonte. Susto, surpresa e acatamento, sob o beneplácito da Dona. Depois, apreensão. Alívio, com a publicação no Diário Oficial. Ter equipe técnica de qualidade é tudo. Jorge Quintão, da Multiverse, fez a diferença. Designer, agregou aos poemas o conceito de livro de arte e foi buscar na fotografia a contraparte. Mergulhou fundo na sensibilidade e capacidade técnica. A gráfica O Lutador, graças a Jeremias e equipe, reproduziu tudo com sensibilidade e tecnologia avançadas. Consta das bênçãos a parceira Mazza Edições, encarregada da distribuição da obra. Tudo bênçãos.

GP – Outros projetos na pauta?

WEP – Sim, vários. Projeto Cadernos de Exercícios (poemas), que dedico aos filhos; Projeto Sesquicentenária, homenagem a Montes Claros; Projeto Cem com Ele, homenagem aos cem anos do meu pai, ocorrido em 2012; Projeto Song Book-1, envolvendo a transcrição, a finalização e o suporte de letra do meu repertório autoral cantado; Song Book-2, música instrumental, envolvendo transcrição, orquestração e finalização. Em paralelo a estes, creio que passarei meu suporte de escrita para o site “waldemas.com”, uma nova experiência, adquirida com o projeto 25 Boleros. A edição em livro é muito custosa e, na minha visão de mídia, de espectro reduzido.

GP – Algo mais?

WEP – Meus agradecimentos a Deus, que nos dá por merecimento (o que, às vezes, acatamos como castigo), à família núcleo e às em que nós agregamos. Um agradecimento especial ao contribuinte brasileiro, onde me incluo, que possibilitou à Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte (Projeto 1210/2012) este patrocínio. Assunto ao qual voltarei, oportunamente.

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